Segunda-feira passada, 2 de abril,  foi o dia mundial de conscientização sobre o autismo. Compartilhei imagens pelo facebook. Me vesti de azul. Curti encontros de pais de autistas espalhados pelo país, e só não fui fazer passeata porque não fiquei sabendo de nada aqui na minha região. Mas eu quero confessar uma coisa:

Eu acho tudo isso inútil! O que falta nas pessoas não é conscietização. Eu não creio na máxima de que a educação seja a solução dos problemas da humanidade. A classe baixa não tem educação é faz coisas terríveis com outras pessoas. Da mesma forma, jovens da classe média alta, tocam fogo em índios, matam mendingos, usam drogas pesadas e dirigem embriagados. Não é a falta de educação.

Quem não sabe que não podemos machucar as outras pessoas, que devemos respeitar os mais velhos, que devemos dar a preferência aos deficientes, as gestantes e mães com crianças no colo? Todos sabem disso. Existem cartazes e adesivos conscientizando sobre essas coisas básicas em todo lugar: no ônibus, no mercado, no hospital, nas ruas, etc. Agora, vai me dizer que você nunca viu um jovem parar o carro na vaga de idoso? Ou uma moça sentada na vaga do deficiente físico. Ou será que você nunca viu alguém reclamar da quantidade de idosos na fila do banco, o que faz com que a fila não ande?

Pergunto: Elas não sabem que essas pessoas devem ter a preferência? Sabem. Se entrevistados na rua, provavelmente vão defender essas coisas. Se tiverem com alguém nessa condição, vão exigir que a lei seja cumprida. Mas se estiverem cansados, atrasados, ou qualquer outro motivo menos nobre, eles vão fazer o que quiserem, vão sentar onde quiserem, e ai de quem chamar sua atenção.

Por isso que digo que o problema não é conscietização. O problema é muito mais embaixo. Mais profundo. O problema é de essência. O problema é falta de humanidade. Você pode pensar que todos somos humanos. Na verdade não somos. A nossa humanidade está descaracterizada, manchada, por escolhermos viver distante do Criador. Quando escolhemos autonomia pra nossa vida e se afastamos dAquele que sustenta a nossa vida, a consequência é nossas ações estarem bem mais próximo de um animal, menos humano.

Diante disso venho afirmar que não acredito na conscientização ou na educação para solução de qualquer problema que seja. Não creio que a conscientização fará que o Brasil seja menos preconceituoso, ou que a educação fará do nosso povo mais respeitável. Eu só acredito em transformação. Aquilo que acontece quando um ser desumanizado se encontra com o seu Criador, e isso começa a produzir transformação na maneira da gente enxergar as outras pessoas, na maneira como lidamos com aqueles que são “diferentes” de nós, passando a dar a preferência não porque existe uma lei que exige isso, mas porque isso é o que queremos fazer, independente de lei, fiscalização, etc.

Acredito que só um encontro transformador pode me fazer deixar de lado o EU (eu mereço, eu preciso, eu quero, eu faço) e me fazer a olhar para o próximo com compaixão, a desejar aliviar seu sofrimento, consolá-lo, entendê-lo e ajudá-lo. É nisso que eu creio!

 

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